domingo, 20 de dezembro de 2020

KFM95

Aula KFM 95

Meditação marcial:

Como caminhar "vazio" antes de comprometer o peso: uma técnica fundamental do Tai Chi Chuan

Existe um movimento que quase passa despercebido aos olhos de quem observa de fora, mas que revela um dos princípios mais profundos do Tai Chi Chuan: o Passo do Gato (Mao Bu).

Longe de ser um gesto meramente estético, ele representa uma forma inteligente de caminhar, transformando completamente a relação entre o corpo, o equilíbrio e o solo.

Na caminhada comum, o pé avança e, quase simultaneamente, o peso do corpo é projetado sobre ele. É um movimento natural e eficiente, porém pressupõe que o terreno seja seguro. O corpo compromete seu equilíbrio antes mesmo de confirmar a estabilidade do apoio.

O Passo do Gato segue uma lógica diferente.

Primeiro, o pé avança de forma leve e relaxada, permanecendo praticamente "vazio", sem receber o peso do corpo. O calcanhar toca suavemente o solo, enquanto a ponta do pé permanece discretamente elevada. Esse contato inicial funciona como uma leitura silenciosa do terreno, permitindo verificar sua firmeza e segurança.

Somente após essa confirmação o peso é transferido, lenta e continuamente, até que o novo apoio se torne "cheio", enquanto a perna de trás se esvazia na mesma proporção. Não existe uma mudança brusca, mas uma transição contínua, fluida e consciente.

Nos clássicos do Tai Chi Chuan, esse conceito é conhecido como a alternância entre cheio (Shi) e vazio (Xu). Compreender essa diferença é essencial para desenvolver equilíbrio, estabilidade, mobilidade e sensibilidade corporal.

Sob a perspectiva marcial, o Passo do Gato oferece uma vantagem estratégica inestimável: enquanto o peso ainda não foi comprometido, é possível mudar de direção, interromper o movimento, recuar ou adaptar-se instantaneamente a qualquer alteração do ambiente. O praticante permanece livre para responder, em vez de ficar preso à própria movimentação.

No cotidiano, os benefícios também são evidentes. Esse padrão de deslocamento reduz impactos sobre tornozelos, joelhos e quadris, melhora o equilíbrio, aumenta a propriocepção e desenvolve uma consciência muito mais refinada da interação entre os pés e o solo. Embora seja um caminhar mais lento, é também muito mais seguro, eficiente e econômico.

O Passo do Gato ensina uma lição que ultrapassa a prática marcial.

Antes de colocar todo o peso em um novo caminho, primeiro estabeleça contato, avalie, encontre estabilidade e somente então avance.

No Tai Chi Chuan, como na vida, a verdadeira segurança nasce da consciência, e não da pressa.




Ressocialização de detentos através da disciplina pautada na prática do Tai Chi Chuan, Jeet Kune Do, Wing Chun, Kali e Arquearia
Conteúdo programático inclui treino interno da Palma de Ferro do Kung Fu, combate em todas as distâncias, no solo, estrangulamentos, torções e quebramentos, luta com facas e armas improvisadas e confecção de armamentos e explosivos com material improvisado.
A prática de modo algum incentiva a violência, muito pelo contrário valoriza a vida e ensina adquirir poder com responsabilidades Como o próprio ideograma sugere, deter a violência. 
A prática é apoiada inclusive pelos próprios agentes penitenciários pois os detentos têm melhor comportamento. 
A prática regular sugere à Instituição Penitenciária a diminuição da pena do detento diminuindo a superlotação de presídios. 
Armas improvisadas 



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KFM94

Aula KFM 94

A língua no céu da boca: um pequeno detalhe, um grande impacto. Por que essa conexão é tão importante?


Existe um detalhe que passa despercebido pela maioria dos iniciantes, mas que está presente de forma natural na prática de muitos mestres e praticantes experientes: manter a língua repousando suavemente no palato, logo atrás dos dentes superiores.

À primeira vista, parece algo insignificante. No entanto, esse pequeno ajuste influencia profundamente a estrutura corporal, a respiração e, segundo a Medicina Tradicional Chinesa (MTC), a circulação do Qi.

Na MTC, dois dos oito meridianos extraordinários ocupam papel central: o Du Mai (Vaso Governador) e o Ren Mai (Vaso Concepção).

O Du Mai percorre a parte posterior do corpo, ascendendo pela coluna vertebral até o topo da cabeça. O Ren Mai percorre a face anterior do corpo, estendendo-se do períneo até a região da boca. Tradicionalmente, considera-se que, ao posicionar suavemente a ponta da língua no palato, estabelece-se uma conexão entre esses dois vasos, favorecendo a continuidade da circulação do Qi pelo chamado Pequeno Circuito Celeste (Xiao Zhou Tian).

No Qi-gong, essa posição recebe o nome de "Ponte da Língua" (鹊桥 – Queqiao). A língua atua simbolicamente como uma ponte que conecta os principais canais energéticos do corpo, permitindo que o Qi cultivado no Dantian percorra o Du Mai em direção à cabeça e retorne pelo Ren Mai, formando um circuito contínuo.

Independentemente da interpretação energética, essa posição também produz efeitos mecânicos importantes. Ao repousar a língua no palato, a mandíbula tende a relaxar naturalmente, reduzindo tensões desnecessárias na face e no pescoço. Como consequência, a respiração torna-se mais calma e estável, a garganta permanece aberta e o alinhamento entre cabeça, pescoço e coluna vertebral acontece com maior facilidade.

Por isso, a língua no palato não deve ser vista como um gesto isolado. Ela faz parte de uma estrutura integrada: cabeça suspensa, coluna alinhada, ombros relaxados, mandíbula solta, respiração natural e língua posicionada corretamente.

Nas artes internas, a verdadeira evolução raramente depende de movimentos grandiosos. Ela nasce da soma de pequenos ajustes executados com precisão e consciência.

A posição da língua é um desses detalhes. Quase imperceptível aos olhos, mas capaz de transformar a qualidade da prática.

No Sistema Kung Fu Misto (KFM), valorizamos esses refinamentos porque compreendemos que a eficiência marcial e o desenvolvimento interno são construídos sobre fundamentos sólidos. Quando a estrutura está correta, o corpo trabalha com mais economia, a mente permanece mais tranquila e a prática alcança um nível de integração muito superior.

Às vezes, aquilo que parece ser apenas um pequeno detalhe é justamente o elemento que conecta todo o restante.




Condicionamento Físico 
O foco desta atividade corporal é a saúde, o tratamento de doenças, o condicionamento físico para o trabalho do dia a dia e para defesa pessoal. 
Estão incluídos no conteúdo técnico  programático duas formas de Tai Chi Chuan padronizadas e conhecidas mundialmente, a Forma de 8 posturas de Pequim e a Forma de 18 posturas da família Chen. 
Na prática física são 70 exercícios mesclados tratando articulações, tendões e órgãos internos com práticas de Chi Kung,  Lian Gong e Ba Duan Jing,  divididos em 11 Séries de 6 a 8 exercícios e a prática de cada série dura aproximadamente 5 minutos e pode ser praticado por pessoas de todas as idades. 
PRIMEIRA SÉRIE
01 - Movimento de pescoço;
02 - Arquear as mãos;
03 - Estender as palmas para cima;
04 - Expandir o peito;
05 -  Despregar as asas;
06  - Erguer o braço de ferro;
SEGUNDA SÉRIE 
07 - Empurrar o céu e inclinar para o lado;
08 - Girar a cintura e projetar a palma;
09 - Rodar a cintura com as mãos nos rins;
10 - Abrir os braços e flexionar o tronco;
11 - Espetar com a palma para o lado;
12 - Tocar os pés com as mãos;
TERCEIRA SÉRIE
13 - Girar o joelho a direita e a esquerda;
14 - Flexionar as pernas e girar o tronco;
15 - Flexionar e esticar as pernas;
16 - Tocar o joelho e levantar a palma;
17 - Abraçar o joelho contra o peito;
18 - Passos marciais;
QUARTA SÉRIE 
19 -  Flexionar as pernas e projetar as palmas;
20 - Cruzar as pernas e projetar a palma;
21 - Circular de cima para baixo;
22 - Girar o tronco e olhar para trás;
23 - Esticar o calcanhar esquerdo e direito;
24 - Chutar para os quatro lados;
QUINTA SÉRIE 
25 - Empurrar para os quatro lados;
26 - Esticar o arco e lançar a flecha;
27 - Erguer os braços e girar os punhos;
28 -  Esticar a palma e olhar a mão de gancho;
29 - Projetar o punho;
30 - Soltar os braços e girar a cintura;
SEXTA SÉRIE 
31 - Massagear o rosto e a mão;
32 - Massagear o peito e o abdômen;
33 - Pentear o cabelo girando a cintura;
34 - Levantar a palma e o Joelho oposto;
35 - Girar o tronco e inclinar frente e trás;
36 - Esticar os braços e levantar os calcanhares;
SÉTIMA SÉRIE 
37 - Respiração Natural;
38 - Expirar, Inspirar e Cultivar  o Qi;
39 - Estender as Asas e Assimilar o Qi;
40 - Avançar, Agachar e Eliminar o Qi Nocivo;
41 - Massagear o  Peito e Ordenar o  Qi;
42 - Massagear a  face e Aquecer o Qi;
OITAVA SÉRIE 
43 - Massagear a  garganta e acalmar o Qi;
44 - Massagear a   Nuca e Aliviar o Qi;
45 - Percurtir o Peito e Soltar o Qi;
46 - Levantar os braços e Expandir o Qi;
47 - Abrir o Peito e Fluir o Qi;
48 - As Palmas Fazem o Qi Circular;
NONA SÉRIE 
49 - Ligar o Qi Superior e Inferior;
50 - Girar a Cintura e Afrouxar o Qi;
51 - Inclinar Frente e Trás e Suprir o Qi;
52 - Alternar o Peso e Fortalecer o Qi;
53 - Fortalecer o Qi Correto;
54 - Levantar a Perna e Movimentar o Qi;
DÉCIMA SÉRIE
55 - Braços Soltos com Joelho a Frente;
56 - Braços Soltos e Pés Paralelos;
57 - Braços Soltos Girando sobre os Calcanhares;
58 - Circular o Cotovelo e mostrar a Palma;
59 - Cotovelo para o Centro e para o Lado;
60 - Braços Abertos Alternando o Peso; 
61 - Mover o Quadril em dois momentos;
62 - Bater duas vezes no Baixo Ventre;
DÉCIMA PRIMEIRA SÉRIE 
63 -  Sustentar o céu com as mãos;
64 - Esticar o arco e lançar a flecha;
65 - Separar o céu e a terra;
66 - Olhar os calcanhares;
67 - Balançar a cabeça e o cóccix;
68 - Segurar a ponta dos Pés;
69 - Soco com Olhar Firme;
70 - Suspender os calcanhares.
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

KFM100

Aula KFM 100

Meditação marcial:

Kyusho - Os 34 Pontos Sensíveis
O Kyusho (急所) significa literalmente "ponto vital" ou "ponto sensível". No contexto das artes marciais tradicionais, refere-se ao estudo das regiões anatômicas onde um impacto, uma pressão ou uma torção podem produzir efeitos desproporcionais ao esforço empregado. Esse conhecimento está presente, em diferentes níveis, em sistemas como o Karate, Jujutsu, Aikijutsu, Kung Fu e outras artes marciais chinesas e japonesas.
No caso da formação transmitida pelo seu Sifu Guru Joaquim Almeria, o estudo dos 34 Pontos Sensíveis representa uma abordagem prática, voltada ao combate real e à compreensão da anatomia humana. O objetivo não é decorar uma lista de locais para atacar, mas compreender como a estrutura do corpo responde à pressão, ao desequilíbrio e ao controle.
O Kyusho como ciência do corpo
Um praticante experiente aprende que o corpo humano possui regiões naturalmente vulneráveis devido à presença de:
Nervos superficiais.
Plexos nervosos.
Vasos sanguíneos.
Articulações.
Tendões.
Cartilagens.
Estruturas ósseas pouco protegidas.
Quando essas regiões são atingidas, a resposta do organismo pode incluir dor intensa, perda momentânea da força, desequilíbrio, limitação funcional ou interrupção temporária de um movimento agressivo.
Por isso, o Kyusho não depende de força física excepcional. Ele depende principalmente de:
precisão;
tempo correto;
distância adequada;
posicionamento corporal;
entendimento biomecânico.
Os 34 Pontos Sensíveis
Na tradição ensinada por Sifu Guru Joaquim Almeria, os 34 pontos servem como um mapa anatômico para orientar o praticante sobre as áreas de maior vulnerabilidade do corpo humano.
Esses pontos são estudados em conjunto com:
deslocamentos;
ângulos de entrada;
controle da distância;
equilíbrio corporal;
economia de movimento.
Assim, um mesmo ponto pode produzir efeitos diferentes dependendo da direção da pressão, da intensidade aplicada e do contexto do confronto.
Integração com o Kung Fu
No Kung Fu tradicional, o Kyusho nunca foi visto como um conhecimento isolado.
Ele está integrado a princípios como:
controle da linha central;
uso da estrutura corporal;
relaxamento muscular;
geração eficiente de potência;
leitura do movimento do adversário.
No Wing Chun, por exemplo, a proximidade entre os praticantes faz com que muitos pontos vulneráveis sejam naturalmente expostos durante o combate corpo a corpo. Entretanto, a prioridade continua sendo controlar o oponente, ocupar a linha central e neutralizar sua capacidade ofensiva, em vez de buscar deliberadamente um ponto específico.
Aspecto ético
Os mestres tradicionais sempre enfatizaram que esse conhecimento exige maturidade. O verdadeiro propósito do estudo dos pontos sensíveis não é aumentar a agressividade do praticante, mas desenvolver maior compreensão da fragilidade do corpo humano e da responsabilidade envolvida no uso da força.
Quem conhece profundamente o Kyusho tende a evitar confrontos desnecessários, pois compreende que pequenas ações podem produzir consequências significativas.
Legado de Sifu Guru Joaquim Almeria
Receber esse ensinamento diretamente de Sifu Guru Joaquim Almeria, que reunia a experiência de médico e mestre de artes marciais, representa uma combinação particularmente valiosa. Sua formação permitia relacionar os conhecimentos tradicionais do Kung Fu com a anatomia, a fisiologia e a biomecânica, oferecendo uma compreensão fundamentada do funcionamento do corpo humano.
Essa integração entre ciência médica e tradição marcial reforça um princípio essencial do Kung Fu: o verdadeiro domínio não consiste em causar mais dano, mas em compreender o corpo, controlar a própria técnica e agir com discernimento. O estudo dos 34 Pontos Sensíveis deve ser encarado como parte dessa formação ampla, voltada ao aperfeiçoamento técnico, ao autocontrole e ao uso responsável do conhecimento marcial.



HORMÔNIO IRISINA
Estudo brasileiro encontra hormônio com potencial terapêutico
Um estudo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) sugere que a irisina, um hormônio liberado pelos músculos durante a atividade física, pode ter um efeito terapêutico em casos de Covid-19.
A pesquisa foi feita com testes in vitro, em uma linhagem de adipócitos subcutâneos humanos – células do tecido adiposo que armazenam gordura, em uma camada abaixo da pele. Os cientistas observaram que a irisina tem um efeito modulador nos genes associados à replicação do vírus no corpo humano.
Antes de tudo, precisamos entender o que é a irisina. A irisina é um hormônio normalmente produzido de forma endógena durante o exercício físico contínuo. Ela é conhecida principalmente pela função de modificação metabólica do tecido adiposo branco – que armazena lipídios, triglicerídeos, acumula gordura e pode vir a inflamar -, cuja função é parecida com a do tecido adiposo marrom. Esse processo favorece o gasto de energia, tornando a irisina um agente endógeno terapêutico para doenças metabólicas, como a obesidade. Além disso, o hormônio tem propriedades anti-inflamatórias.
Miriane de Oliveira, pesquisadora da Faculdade de Medicina da Unesp, em Botucatu (SP), contou que os resultados do estudo, publicado na revista Molecular and Cellular Endocrinology, representa um sinal positivo para a busca por novos tratamentos contra o coronavírus. No entanto, ela ressalta que os dados ainda são preliminares.
Hormônio produzido durante atividade física pode ter efeito terapêutico em casos de Covid-19.
“É uma sugestão do potencial terapêutico da irisina para casos de Covid-19”, explicou a cientista. “Estamos indicando um caminho de pesquisa para comprovar ou não o efeito benéfico do hormônio em pacientes infectados”.
O artigo descreve dados gerados no projeto de pós-doutorado de Miriane, focado em analisar a ação da irisina e de hormônios da tireoide nos adipócitos. A pesquisa teve o apoio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).
Com o início da pandemia, os pesquisadores decidiram investigar os efeitos da irisina em genes relacionados à replicação do vírus Sars-Cov-2. Utilizando técnicas de sequenciamento genético, eles identificaram 14.857 genes expressos em uma linhagem de adipócitos subcutâneos. Os cientistas perceberam que vários genes tiveram sua expressão alterada ao serem tratados com irisina.
A principal descoberta tem a ver com genes reguladores. A irisina alterou a expressão de reguladores do ACE2, responsável por codificar uma proteína à qual o vírus se liga para entrar nas células humanas. Além disso, o hormônio também triplicou o TRIB3, um gene fundamental para a proteção dos indivíduos. Estudos anteriores mostraram que a quantidade desse gene diminui com o tempo, sendo menor em idosos. Isso pode ter relação com a maior vulnerabilidade desse grupo ao novo coronavírus.
Esse estudo da Unesp não avaliou a atividade física, mas pesquisas anteriores sugeriram que pessoas fisicamente ativas apresentariam sintomais mais leves de Covid-19. O exercício físico funciona como modulador imunológico.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2020

KFM96


Aula KFM 96

Meditação marcial:

Escutar o Corpo é um Ato de Sabedoria

Quando recorremos apenas a um medicamento para silenciar a dor, é como desligar o alarme de incêndio sem procurar a origem do fogo. Em muitas situações, o alívio é importante e necessário, mas eliminar o sinal não significa eliminar a causa.

No Sistema Kung Fu Misto (KFM), aprendemos que o corpo não é um adversário a ser combatido, mas um aliado fiel que constantemente nos orienta. Cada desconforto, tensão ou sintoma é uma linguagem do organismo, revelando que algo precisa ser observado, corrigido e harmonizado.

Na Medicina Tradicional Chinesa (MTC), os sintomas não são vistos apenas como um problema a ser eliminado, mas como manifestações de um desequilíbrio do Qi, do sangue, dos órgãos internos ou das emoções. O praticante consciente desenvolve a capacidade de escutar o próprio corpo antes que o desequilíbrio se transforme em doença.

Escutar o corpo significa perguntar:


• O que estou sentindo?• Quando esse sintoma aparece?• Que emoções o acompanham?• Quais hábitos podem estar alimentando esse desequilíbrio?• O que meu organismo necessita para recuperar sua harmonia?

Assim como nas artes marciais aprendemos a perceber os menores movimentos do adversário antes que o ataque aconteça, também devemos desenvolver sensibilidade para perceber os primeiros sinais emitidos pelo nosso próprio corpo. Quem aprende a ouvir esses sinais age preventivamente, preservando a saúde, a vitalidade e a longevidade.

Afirmação inspirada na MTC

"Eu escuto meu corpo com respeito e gratidão. Cada sintoma é um mestre silencioso que revela o caminho para o equilíbrio. Permito que o Qi flua livremente, restaurando a saúde, fortalecendo minha vitalidade e harmonizando corpo, mente e espírito."



Quem era Raabe? 
Ela era uma prostituta que vivia em Jericó, uma cidade cananeia. Ela se tornou adoradora de Deus. 

Na sociedade cananeia, a profissão de Raabe talvez fosse considerada aceitável. É verdade que a influência da cultura pode ser forte, mas não a ponto de eliminar a consciência, aquele senso interior do certo e do errado que Deus deu a todos nós. (Romanos 2:14, 15) 

Raabe pode ter percebido que seu estilo de vida era degradante. Talvez, como muitos hoje, ela se sentisse obrigada a levar esse tipo de vida por não ter alternativa para sustentar sua família.

Hoje em dia, há muitas pessoas como Raabe. Elas estão presas num estilo de vida que tira sua dignidade e alegria; acham que ninguém se importa com elas e se sentem sem valor. 

Jericó é o lar de Raabe; ela conhece suas ruas, suas casas e suas oficinas e lojas apinhadas de pessoas. 
Ela conhece ainda melhor o povo dessa cidade. 

Raabe sem dúvida ansiava uma vida melhor. 
A terra de Canaã estava cheia de violência e depravação, incluindo incesto e bestialidade. Levítico 18:3, 6, 21-24.

Esses pecados eram muito comuns naquele lugar por causa da religião. Os templos promoviam rituais que envolviam prostituição, e a adoração de deuses demoníacos como Baal e Moloque incluía queimar crianças vivas em fogueiras sacrificiais.

O que ela fez? 

Raabe escondeu dois israelitas que estavam espionando a terra em que ela morava. Ela fez isso porque tinha ouvido relatos de que o Deus de Israel, havia libertado o seu povo do Egito e, depois, de um ataque da tribo dos amorreus.

Raabe ajudou os dois espiões e implorou que eles salvassem a ela e sua família quando viessem destruir Jericó. 
Eles concordaram, mas com as seguintes condições: ela não podia contar para ninguém o que eles estavam fazendo, ela e sua família deviam ficar dentro da casa dela durante o ataque dos israelitas, e ela devia pendurar uma corda vermelha na janela para identificar sua casa. 

Deus,  também decretou que certos grupos no país seriam completamente eliminados. Deuteronômio 7:1, 2. 

Como o justo “Juiz de toda a terra”, Ele conhecia muito bem cada pessoa e sabia o quanto a maldade e a depravação estavam arraigadas em seus  corações. 
Gênesis 18:25; 1 Crônicas 28:9.  

Raabe não era assim. 
Com o passar dos anos, ela talvez tenha meditado nos relatos que ouviu sobre Israel e seu Deus."Como Ele era diferente dos deuses cananeus"!
Aí estava um Deus que lutava por seu povo em vez de tratá-lo cruelmente, que fazia seu povo ter uma moral elevada em vez de degradá-lo. 
O Deus de Israel dava muito valor às mulheres, e não as tratava como um mero objeto sexual que podia ser comprado, vendido e humilhado numa adoração repulsiva. 

Quando soube que Israel estava acampado do outro lado do Jordão, prestes a invadir, Raabe deve ter ficado preocupada sobre o que poderia acontecer com seu povo. 

Séculos antes, Deus, o ‘Deus que não pode mentir’, tinha dito que daria essa terra à família de Abraão. Tito 1:2; Gênesis 12:7.

Os espiões sem dúvida escolheram a casa de Raabe de propósito. De todos os lugares, a casa de uma prostituta seria o lugar perfeito para um desconhecido ficar sem levantar suspeitas. Além disso, os espiões talvez esperassem conseguir informações úteis de alguma conversa que por acaso ouvissem.
A Bíblia diz que Raabe ‘acolheu hospitaleiramente os mensageiros’. 
Tiago 2:25.  Mesmo que suspeitasse quem eles eram e por que estavam ali, ela os recebeu em sua casa e os deixou ficar. Ela talvez esperasse aprender mais sobre o Deus deles.
Pois ela já entendia que Deus era um Deus superior ao deus dela, essa era a oportunidade perfeita para ficar do lado do Deus verdadeiro.

Raabe mostrou que  tinha fé em Deus, ao dizer algo que deve interessar cada um de nós: “Deus, o vosso Deus, é Deus nos céus em cima e na terra embaixo.” Josué 2:11.
Essa fé se baseava nos relatos que ela tinha ouvido sobre Deus. Esses relatos tinham lhe ensinado pelo menos uma coisa: o Deus de Israel era digno de sua confiança.

Raabe colocou sua vida em perigo ao esconder os dois servos de Deus entre hastes de linho.
A tática funcionou. Os homens do rei correram em direção ao Jordão. Josué 2:7
Raabe deve ter dado um discreto suspiro de alívio. Usando essa estratégia simples, ela despistou assassinos que não tinham o direito de saber a verdade e salvou a vida dos servos de DEUS.
Para Raabe, não havia dúvida de que Deus daria a vitória a Seu povo. Então ela suplicou por misericórdia, implorando que ela e sua família fossem poupadas. 

Os israelitas também ficaram impressionados com a fé de Raabe. Quando eles viram aquela única casa de pé em meio às ruínas, souberam que Deue estava com essa mulher. 
Ela e sua família foram poupadas da execução que sobreveio àquela cidade perversa. 

Deus notou Raabe e deu valor ao que havia de bom nela.

Raabe obedeceu a todas as instruções, e ela e sua família sobreviveram quando os israelitas destruíram Jericó.
Depois da batalha, permitiu-se a Raabe morar perto do acampamento de Israel. 
Com o tempo, ela mesma se tornou parte do povo judeu. 
Ela se casou com um homem chamado Salmom. O filho deles, Boaz, se tornou um homem de impressionante fé. Ele se casou com a moabita Rute. 
Rute 4:13, 22.

O Rei Davi, e mais tarde o próprio Messias, Jesus Cristo, descenderam dessa notável família. 
Josué 6:22-25; Mateus 1:5, 6, 16.

O que podemos aprender com Raabe? 

Podemos aprender de Raabe uma verdade essencial sobre a fé. Como a Bíblia diz, “a fé segue à coisa ouvida”. Romanos 10:17.
Ela ouviu relatos confiáveis sobre o poder e a justiça de  Deus. Por isso, exerceu fé e confiou nEle . 

Hoje, temos à nossa disposição muito mais conhecimento sobre Deus do que ela tinha... Será que buscamos conhecê-lo e exercemos fé nEle  com base no que aprendemos em sua Palavra, a Bíblia?

A Bíblia fala de Raabe como um grande exemplo de fé. 
Hebreus 11:30, 31; Tiago 2:25.
A história dela mostra que Deus é perdoador e imparcial; Ele abençoa todos os que confiam nEle , não importa a sua origem ou o que tenham feito no passado.

"Raabe foi ‘declarada justa pelas obras’”.

Do ponto de vista de Deus, Ele a vê como uma mulher de notável fé. 

O caso de Raabe é um lembrete consolador de que nenhum de nós é invisível para Deus. Não importa o quanto nos sintamos insignificantes, ‘Ele não está longe de cada um de nós’. Atos 17:27.
Ele está pronto e ansioso para dar esperança a todos os que exercem fé nele. 

A história de Raabe mostra que nenhum de nós é insignificante para Deus. Ele se importa com todos nós, vê o que há em nosso coração e fica feliz quando encontra nem que seja apenas um pequeno sinal de fé como o que encontrou no coração de Raabe. 
Sua fé fez com que ela agisse. Como a Bíblia diz, ela foi “declarada justa pelas obras”. Tiago 2:25.

Que sejamos sábios e imitemos sua fé!

sábado, 7 de novembro de 2020

Aula KFM 89

Aula KFM 89

Meditação marcial:


Ferramenta ou Arma?
O que um juiz realmente analisa em um caso de legítima defesa
Quando um processo criminal chega ao Judiciário, a primeira pergunta não é:
"Qual arma foi utilizada?"
A primeira pergunta é:
"O que aconteceu?"
Essa diferença é fundamental.
O Direito Penal brasileiro não julga uma faca, uma tesoura ou uma chave de fenda. Julga a conduta humana diante de uma situação concreta.
O objeto não define o crime
Um mesmo objeto pode assumir naturezas completamente diferentes conforme o contexto.
Uma chave de fenda pode estar sendo utilizada para instalar um quadro elétrico.
Uma tesoura pode estar sendo nas mãos de uma costureira confeccionando uma roupa.
Uma faca pode estar sendo usada para preparar alimentos.
Esses objetos somente passam a ter relevância penal quando empregados durante um fato criminoso ou em uma situação de legítima defesa.
A pergunta central do juiz
O magistrado procura responder:
Existia uma agressão injusta?
O perigo era atual ou iminente?
A reação era realmente necessária?
A força empregada cessou quando o perigo terminou?
Essas respostas têm muito mais peso do que o nome ou o formato do objeto utilizado.
Três exemplos
Caso 1 – A eletricista
Uma eletricista é atacada durante o trabalho.
Ela utiliza uma chave de fenda que estava em sua caixa de ferramentas para interromper a agressão.
A análise judicial não será sobre a chave de fenda.
Será sobre a necessidade daquela reação.
Caso 2 – A costureira
Durante uma tentativa de violência dentro de seu ateliê, uma costureira utiliza a tesoura que estava usando no serviço.
O objeto é apenas parte da narrativa.
O foco permanece na dinâmica da agressão.
Caso 3 – A mulher que portava uma faca
Uma mulher que transportava legalmente uma faca é surpreendida por uma agressão grave.
Se a investigação demonstrar que havia risco concreto à sua vida e que sua reação foi indispensável para interromper a agressão, o julgamento continuará concentrado nos requisitos da legítima defesa.
O simples fato de a faca ser um instrumento de combate não elimina, por si só, essa possibilidade.
O que realmente pesa no julgamento
O juiz procura reconstruir os acontecimentos.
Entre os elementos analisados estão:
laudos periciais;
exames médicos;
vestígios da luta;
imagens de câmeras;
testemunhas;
local das lesões;
comportamento das pessoas envolvidas antes, durante e depois dos fatos.
Esses elementos costumam ter muito mais importância do que o objeto empregado.
A diferença entre reação e excesso
A legítima defesa existe para fazer cessar uma agressão.
Quando o perigo termina, a justificativa jurídica também tende a cessar.
Por isso, o magistrado analisa cuidadosamente se houve continuidade da violência após a neutralização da ameaça, situação que pode caracterizar excesso.
A principal lição
No Direito Penal brasileiro, não é a ferramenta que define a responsabilidade criminal, mas a necessidade, a proporcionalidade e as circunstâncias da reação.
Uma chave de fenda, uma tesoura, uma faca ou qualquer outro objeto não tornam alguém culpado ou inocente por si mesmos.
O que determina a decisão judicial é a reconstrução objetiva dos fatos e a demonstração de que a reação foi — ou não — indispensável para interromper uma agressão injusta, atual ou iminente.
Esse é o princípio que orienta a análise da legítima defesa perante a Justiça.

Importância das questões jurídicas para o artista marcial
Quando abordo questões jurídicas, falo também a partir da experiência adquirida ao longo de mais de 30 anos de serviço público. Durante essa trajetória, enfrentei situações em que, por excesso ou por decisões tomadas sob intensa pressão, precisei prestar esclarecimentos perante um juiz e, em determinadas ocasiões, contar com a atuação de advogados para exercer plenamente meu direito de defesa.

Essas experiências reforçaram em mim a importância de compreender os limites da lei, agir com responsabilidade e reconhecer que toda ação pode gerar consequências jurídicas. Por isso, procuro tratar esses temas com prudência, sempre destacando a relevância da legalidade, da proporcionalidade e da responsabilidade nas decisões.

POR QUE JESUS DOBROU O LENÇO? 
O LENÇO DOBRADO (João 20,7)
Por que Jesus dobrou o lenço que cobria sua cabeça no sepulcro depois de sua ressurreição?
Poucas pessoas nunca haviam detido a atenção a esse detalhe.
Em João 20,7 nos diz que o lenço que fora colocado sobre a face de Jesus, não foi apenas deixado de lado, como os lençóis no túmulo.
A Bíblia reserva um versículo inteiro para nos dizer que o lenço foi dobrado cuidadosamente e colocado na cabeceira do túmulo de pedra.
“Bem cedo, na manhã de domingo, Maria Madalena foi à tumba e descobriu que a pedra da entrada havia sido removida.
Ela correu ao encontro de Simão Pedro e outro discípulo... aquele que Jesus tanto amara [João]
e disse-lhe ela: - ‘Tiraram o corpo do Senhor e eu não sei para onde o levaram.’
Pedro e o outro discípulo correram ao túmulo para ver...
O outro discípulo passou à frente de Pedro e lá chegou primeiro.
Ele parou e observou os lençóis, mas ele não entrou no túmulo.
Simão Pedro chegou e entrou. Ele também notou os lençóis ali deixados, enquanto que o lenço que cobrira a face de Jesus estava dobrado, e colocado em outro lado.”
Isto é importante? Definitivamente sim!
Isto é significante? Certamente que sim!
Para poder entender a significância do
lenço dobrado se faz necessário que entendamos um pouco a respeito da
 tradição Hebraica daquela época.
O lenço dobrado tem haver com o "senhor e o servo"; e todo menino Judeu conhecia essa tradição.
Quando o servo colocava a mesa de jantar, ele buscava ter certeza em fazê-lo exatamente da maneira que seu senhor queria. A mesa era colocada perfeitamente, e o servo esperava, fora da visão dele, até que o mesmo terminasse a refeição.
O servo não podia se atrever nunca, a tocar na mesa antes que o seu senhor tivesse terminado a sua refeição.
Diz a tradição que: ao terminar a refeição, o senhor se levantava, limpava os dedos, a boca e sua barba, e embolava o lenço e o jogava sobre a mesa.
Naquele tempo o lenço embolado queria dizer:
"Eu terminei."
No entanto, se o senhor se levantasse e deixasse o lenço DOBRADO ao lado do prato, o servo jamais ousaria tocar na mesa porque, o lenço dobrado queria dizer:
"Eu voltarei!"

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

KFM103

Aula KFM 103


Superar o mestre

Há uma pergunta que muitos praticantes fazem em silêncio, quase com um sentimento de culpa:

"E se um dia eu souber mais do que o meu professor?"

Para alguns, a ideia de superar o mestre parece uma forma de traição, de ingratidão ou até uma ruptura do vínculo sagrado que une mestre e discípulo.

A tradição chinesa, porém, não enxerga essa questão dessa maneira. Tampouco a trata como uma competição.

Nas artes marciais chinesas, a relação entre mestre e aluno pode ser comparada ao arco e à flecha. O mestre é o arco: oferece estrutura, direção e impulso. O aluno é a flecha: recebe essa força inicial e segue adiante, percorrendo um caminho que pertence à sua própria jornada.

O arco não compete com a flecha. A flecha não abandona o arco. Ambos cumprem papéis diferentes e igualmente indispensáveis. A missão do mestre nunca foi manter o aluno dependente, mas prepará-lo para caminhar com autonomia.

A tradição clássica expressa esse princípio no antigo provérbio chinês:

"Qing chu yu lan, er sheng yu lan" (青出于蓝,而胜于蓝)

"O azul é extraído do índigo, mas torna-se ainda mais intenso que o próprio índigo."

A mensagem é profunda: o discípulo que ultrapassa o mestre não diminui seu valor. Pelo contrário, demonstra que o ensinamento recebido foi sólido o suficiente para produzir uma nova geração ainda mais preparada.

A própria história das artes marciais oferece exemplos disso. No Tai Chi Chuan, Yang Luchan recebeu a essência da família Chen e, ao transmiti-la, desenvolveu uma nova expressão da arte. Não foi considerado um traidor, mas um herdeiro digno, cuja contribuição ampliou o alcance do legado recebido.

No Wing Chun, Yip Man viu Bruce Lee alcançar projeção mundial. Embora Bruce tenha seguido seu próprio caminho, o sucesso do discípulo levou o nome de seu mestre aos quatro cantos do mundo, perpetuando sua influência muito além das fronteiras de Hong Kong.

O verdadeiro conflito nunca está em superar o mestre, mas na atitude com que isso acontece. O problema não é o aluno adquirir mais conhecimento, maior habilidade ou novas experiências. O problema surge quando esse crescimento vem acompanhado de arrogância, desprezo ou ingratidão.

A tradição é clara: sem mestre, não há discípulo. Todo conhecimento construído pelo aluno repousa sobre os fundamentos que alguém lhe transmitiu. Cada conquista carrega, silenciosamente, a marca daqueles que abriram o caminho antes dele.

Quando um discípulo supera seu mestre e continua honrando suas origens, ninguém perde. O mestre ganha a confirmação de que sua missão foi cumprida. Ganha um herdeiro capaz de preservar, enriquecer e levar adiante um legado que não termina em uma única geração.

No Sistema Kung Fu Misto (KFM), esse princípio possui um significado ainda mais profundo. Não treinamos para criar imitadores, mas continuadores. O verdadeiro instrutor não forma alunos para dependerem dele; forma pessoas capazes de pensar, pesquisar, evoluir e, um dia, ensinar outros com a mesma responsabilidade. Assim, a tradição permanece viva: não como uma peça de museu, mas como uma árvore cujas raízes permanecem firmes enquanto seus galhos continuam crescendo.

Superar o mestre jamais deve ser um objetivo movido pelo ego. É, quando acontece naturalmente, a consequência de uma transmissão bem-sucedida.

Se um dia você souber mais do que o seu mestre, lembre-se: você não chegou até ali sozinho. Cada passo foi possível porque alguém lhe ofereceu direção, disciplina e exemplo.

Nesse momento, a maior demonstração de respeito não será olhar para trás com orgulho, mas seguir adiante carregando consigo a honra de quem lhe ensinou a caminhar.





Aulas abertas e gratuitas, fazem parte do projeto Una&Ação, criado para proporcionar, através da prática de exercícios físicos, mais qualidade de vida para todos e todas que frequentam o bairro planejado.⁣
⁣O conteúdo da prática técnica de Tai Chi Chuan e Chi Kung (Qi Gong) no Parque Una inclui variados exercícios de respiração, forma de Pequim de 8 posturas simplificada (1 倒卷肱 Dao Juan Gong,2 搂膝拗步 Lou Xi Ao Bu, 3 野马分鬃 Ye Ma Fen Zong, 4 云手 Yun Shou, 5 金鸡独立 Jin Ji Du Li, 6 蹬腿 Deng Tui, 7 揽雀尾 Lan Quen Wei, 8 十字手 Shi Zi Shou) e forma Lao Jia Yi Lu de 18 posturas simplificada. Para o condicionamento físico e prevenção de doenças estão 7 séries, sendo a primeira os 8 Exercícios do Ba Duan Jing e as outras 6 séries os 36 Exercícios do Lian Gong Shi Ba Fa, totalizando 44 Exercícios que podem ser praticados por pessoa de qualquer idade, ao vivo pela página do Facebook do Parque Una ou acessando posterior a página onde a prática fica gravada. https://www.facebook.com/parqueunapelotas/
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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

KFM99

Aula KFM 99

Meditação marcial:

Rápido ou lento? Existe uma velocidade "correta" para a forma no Tai Chi Chuan?
No Sistema KFM, adotamos uma metodologia progressiva. Durante os três primeiros meses, a prática é realizada predominantemente de forma lenta. Esse período é dedicado à construção dos alicerces: postura, alinhamento corporal, equilíbrio, coordenação, consciência do movimento e eliminação de tensões desnecessárias. Após essa fase, passamos a alternar movimentos lentos e rápidos, preparando o praticante para responder com eficiência às diferentes exigências do combate e do treinamento marcial.

Existe uma ideia bastante difundida de que o Tai Chi Chuan deve ser praticado sempre de forma lenta, como se essa fosse sua principal característica. Embora a lentidão seja uma ferramenta extremamente valiosa, ela não representa toda a essência da arte. A tradição demonstra que essa visão é incompleta.

Os textos clássicos e as escolas tradicionais descrevem o Tai Chi Chuan como uma prática baseada em movimentos relaxados, contínuos e circulares, sincronizados com a respiração e com o cultivo da mente. Entretanto, esses mesmos princípios deixam claro que a arte busca o equilíbrio entre o lento e o rápido. A fluidez é permanente; a velocidade varia conforme o objetivo do treinamento.

O estilo Chen, considerado a mais antiga linhagem preservada do Tai Chi Chuan, evidencia esse princípio de forma marcante. Suas sequências alternam movimentos lentos e suaves com explosões repentinas de energia (Fa Jin), demonstrando que a mudança de ritmo faz parte da própria natureza da arte. Não existe uma velocidade uniforme durante toda a forma; existe adaptação.

Nas demais linhagens, como o estilo Yang, a execução tornou-se amplamente conhecida por sua cadência mais lenta e contínua, especialmente por seus benefícios à saúde e ao desenvolvimento do controle corporal. Ainda assim, isso não significa que a velocidade lenta seja a única forma legítima de treinamento.

Praticantes experientes compreendem que a velocidade nunca é um fim em si mesma. Ela é uma ferramenta pedagógica.

Treinar lentamente permite perceber detalhes que a velocidade costuma esconder. Torna possível corrigir o alinhamento, estabilizar a estrutura corporal, desenvolver o equilíbrio, sincronizar a respiração, aprimorar a consciência corporal e fortalecer as conexões internas que produzem uma força eficiente. A lentidão revela imperfeições e oferece tempo para corrigi-las antes que se transformem em hábitos.

Por outro lado, o treinamento rápido desenvolve atributos igualmente indispensáveis. Aperfeiçoa a capacidade de reação, a coordenação dinâmica, o controle da potência, a precisão sob pressão, a emissão explosiva de energia e a adaptação às exigências reais do combate. Um praticante que domina apenas a lentidão possui um treinamento incompleto; da mesma forma, aquele que busca apenas velocidade constrói uma técnica sem fundamentos sólidos.

Por essa razão, no Sistema KFM, a lentidão é utilizada como um método de construção, e não como um objetivo permanente. Primeiro desenvolvemos uma estrutura eficiente; depois ensinamos essa estrutura a mover-se com velocidade sem perder estabilidade, precisão e economia de movimento.

Os antigos mestres utilizavam imagens para transmitir esse conceito. O corpo deve fluir "como um grande rio", contínuo e sereno, mas a emissão de energia pode surgir "como um trovão", súbita, precisa e irresistível. Não existe contradição entre essas ideias. Existe apenas a compreensão de que cada ritmo possui sua função.

Em síntese, não existe uma única velocidade correta para a forma do Tai Chi Chuan. Existem velocidades diferentes para objetivos diferentes. A prática lenta desenvolve consciência, estrutura e controle. A prática rápida desenvolve eficiência, potência e capacidade de resposta.

A verdadeira maestria não está em mover-se sempre devagar ou sempre rápido, mas em dominar ambos os ritmos e utilizá-los no momento certo. Afinal, a fluidez é a essência do Tai Chi Chuan; a velocidade é apenas uma variável a serviço do propósito.



Depressão

A medicina chinesa trabalha com o tratamento e a cura da causa e não dos sintomas. O Tai Chi Chuan praticado de forma regular tem a capacidade de melhorar o humor e fazer com que o sentimento de tristeza e o estresse diminuam combatendo dessa forma alguns efeitos ou sintomas da DEPRESSÃO,  mas não a causa. Seria o mesmo que combater uma febre sem descobrir e tratar a causa do estado febril.

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Posturas da Forma Lao Jia Yi Lu


Primeira parte:

1 Preparação da Forma (Tai ji Qi Shi) 预备式

2 Guerreiro socando o morteiro (Jin Gang Dao Dui) 金刚捣碓

3 Amarrar gentilmente a aba do casaco (Lan Za Yi) 懒扎衣

4 Selar seis, fechar quatro (Liu Feng Si Bi) 六封四闭

5 Chicote Simples (Dan Bian) 单鞭

6 Guerreiro de socando o morteiro (Jin Gang Dao Dui) 金刚捣碓

7 Mariposa Branca abre suas Asas (Bai He Liang Chi) 白鵝亮翅

8 Chicote Diagonal (Xie Xing) 斜行

9 Agarrar o Joelho (Lou Xi) 搂膝

10 Passo leve (Ao Bu) 拗步

11 Chicote Diagonal (Xie Xing) 斜行

12 Agarrar o Joelho (Lou Xi) 搂膝

13 Passo Leve (Ao Bu) 拗步

14 Mão Oculta o Punho (Yan Shou Gong Quan) 掩手肱拳

15 Guerreiro socando o morteiro(Jin Gang Dao Dui) 金刚捣碓

16 Armar e Bater o punho sobre o corpo (Pie Shen Quan) 撇身捶

17 Dragão Azul Voando para fora da Água (Qing Long Chu Shui) 青龙出水

18 Empurrar com as duas mãos (Shuang Tui Shou) 双推掌


Segunda Parte:

19 Punho sob o cotovelo (Zhou Di Kan Quan and Chui Zhou Di Chui) 肘底看拳

20 Caminhar para trás, girando os braços (Dao Juan Gong or Dao Juan Hong) 倒卷肱

21 Mariposa Branca abre suas Asas (Bai E Liang Chi) 白鵝亮翅

22 Chicote Diagonal (Xie Xing) 斜行

23 Girar para trás com os braços se entrelaçando (Shan Tong Bei) 閃通背

24 Mão Oculta o Punho (Yan Shou Gong Quan) 掩手肱拳

25 Selar seis, fechar quatro (Liu Feng Si Bi) 六封四闭

26 Chicote Simples (Dan Bian) 单鞭

27 Mãos como Nuvem (Yun Shou) 雲手

28 Tapinha no alto do cavalo (Gao Tan Ma) 高探马

Terceira parte:

29 Batendo o pé direito (You Ca Jiao) 右擦脚

30 Batendo o pé esquerdo (Zuo Ca Jiao) 左擦腳

31 Bater com o calcanhar esquerdo (Zuo Deng Yi Gen) 左蹬跟

32 Andar para a frente,caminhando de ambos os lados (Qian Tang Ao Bu) 拗步

33 Socar o Chão (Ji Di Chui) 擊地捶

34 Salto com pontapé dobrado (Ti Er Qi) 二起脚

35 Punho protegendo o coração (Hu Xin Quan) 护心拳

36 Chute de tornado (Xuan Feng Jiao) 旋风脚

37 Chutar com o calcanhar direito (You Deng Yi Gen) 右蹬一根

38 Mão Oculta o Punho (Yan Shou Gong Quan) 掩手肱拳

39 Pequena Armadilha e Ataque (Xiao Qin Da) 小擒打

Quarta parte:

40 Envolver a cabeça e empurrar a montanha (Bao Tou Tui Shan) 抱头推山

41 Selar seis, fechar quatro (Liu Feng Si Bi) 六封四闭

42 Chicote Simples (Dan Bian) 单鞭

43 Ardil adiante (Qian Zhao) Bloqueio Frontal 前招

44 Ardil para trás (Hou Zhao) Bloqueio Traseiro 后招

45 Alisar a crina do cavalo selvagem (Yie Ma Fen Zhong) 野馬分鬃

46 Selar seis, fechar quatro (Liu Feng Si Bi) 六封四闭

47 Chicote Simples (Dan Bian) 单鞭

48 Donzela de Jade mexendo no Tear (Yu Nu Chuan Suo) 玉女穿梭

49 Amarrar gentilmente a aba do casaco (Lan Za Yi) 懒扎衣

50 Selar seis, fechar quatro (Liu Feng Si Bi) 六封四闭

51 Chicote Simples (Dan Bian) 单鞭

52 Mãos como Nuvem (Yun Shou) 雲手

53 Balançar o pé e cair abaixo (Bai Jiao Die Cha) 擺腳跌叉

54 Galo Dourado numa perna só (Jin Ji Du Li) 金鸡独立

55 Caminhar para trás, girando os braços (Dao Juan Gong or Dao Juan Hong) 倒卷肱

56 Mariposa Branca abre suas Asas (Bai He Liang Chi) 白鵝亮翅

57 Chicote Diagonal (Xie Xing) Postura Diagonal 斜行

58 Girar para trás com os braços se entrelaçando (Shan Tong Bei) 閃通背

59 Mão Oculta o Punho (Yan Shou Gong Quan) 掩手肱拳

60 Selar seis, fechar quatro (Liu Feng Si Bi) 六封四闭

61 Chicote Simples (Dan Bian) 单鞭

Quinta Parte:

62 Mãos como Nuvem (Yun Shou) 雲手

63 Tapinha no alto do cavalo (Gao Tan Ma) 高探马

64 Chute cruzado (Shi Zi Jiao ) 十字脚

65 Soco baixo (Zhi Dang Chui) 指裆捶

66 Macaco branco oferece a fruta (Yuan Hou Tan Guo) 白猿献果

67 Chicote Simples (Dan Bian) 单鞭

Sexta Parte:

68 Dragão Rolando para baixo (Que Di Long) 雀地龙

69 Avançar para formar as Sete Estrelas (Shang Bu Qi Xing) 上步七星

70 Passo atrás e cobrir o Kua e a perna (Xia Bu Kua Gong), 下步跨虎

71 Girar o corpo e chute duplo de Lótus (Zhuan Shen Shuang Bai Lian) 双摆莲

72 Canhão direto acima (Dang Tou Pao) 当头炮

73 Guerreiro socando o morteiro (Jin Gang Dao) 金刚捣碓

74 Fechamento da Forma (Shou Shi) 收式

segunda-feira, 9 de março de 2020

KFM97

Aula KFM 97

Meditação marcial:



Importância do alongamento
O alongamento é muito mais do que um simples preparo para a prática física. Ele constitui uma ferramenta essencial para preservar a mobilidade, manter a saúde dos tecidos, melhorar a consciência corporal e favorecer um movimento eficiente ao longo da vida.
Quando um músculo permanece encurtado por longos períodos — seja por sedentarismo, excesso de tempo sentado, estresse ou movimentos repetitivos — ele perde parte de sua elasticidade. Como consequência, as articulações passam a trabalhar com amplitude reduzida, aumentando o risco de compensações, dores e lesões.
O alongamento regular promove adaptações importantes em todo o sistema musculoesquelético. Não atua apenas nos músculos, mas também nas fáscias, tendões, ligamentos e cápsulas articulares, contribuindo para que o corpo se mova com maior liberdade, economia e coordenação.
Entre seus principais benefícios destacam-se:
Aumento da flexibilidade e da amplitude dos movimentos.
Melhora da postura corporal.
Redução da rigidez muscular e articular.
Diminuição da sensação de tensão provocada pelo estresse.
Maior eficiência na execução dos movimentos.
Redução do risco de lesões quando associado ao fortalecimento e ao treinamento adequado.
Melhora da circulação sanguínea local.
Auxílio na recuperação após esforços físicos.
Maior equilíbrio corporal e coordenação motora.
Preservação da mobilidade durante o envelhecimento.
Sob a perspectiva da Medicina Tradicional Chinesa, o alongamento também favorece a livre circulação do Qi (energia vital) e do sangue pelos meridianos. Quando o corpo é movimentado de forma lenta, consciente e sem tensão excessiva, a energia tende a fluir com maior harmonia, reduzindo bloqueios energéticos e promovendo uma sensação de leveza e bem-estar.
A ciência moderna complementa essa visão ao demonstrar que o alongamento estimula mecanorreceptores presentes nos músculos e nas fáscias, melhora a propriocepção — a percepção da posição do corpo no espaço — e contribui para uma melhor organização do sistema nervoso, tornando os movimentos mais precisos e eficientes.
No contexto do Sistema Kung Fu Misto (KFM), o alongamento possui uma função ainda mais ampla. Ele não busca apenas desenvolver flexibilidade extrema, mas preparar o praticante para mover-se com estabilidade, potência e controle. Um corpo excessivamente rígido limita a técnica; um corpo excessivamente flexível, sem força e estabilidade, também perde eficiência. O objetivo é encontrar o equilíbrio entre mobilidade e estrutura.
Nos treinamentos de Tai Chi Chuan e Wing Chun, a qualidade do movimento depende diretamente dessa harmonia. Articulações livres, músculos responsivos e tecidos elásticos permitem que a força seja transmitida desde os pés, passe pelas pernas, seja direcionada pela cintura e se manifeste naturalmente nas mãos, sem desperdício de energia.
Por isso, o alongamento deve ser realizado com atenção plena, respeitando os limites individuais. Alongar não significa sentir dor intensa. O estímulo deve produzir uma sensação de tensão confortável, acompanhada de respiração calma e relaxamento progressivo. Com prática constante, o corpo adapta-se gradualmente, tornando-se mais móvel, resiliente e preparado para as exigências da vida cotidiana e do treinamento marcial.
Em última análise, alongar é investir na longevidade do movimento. É preservar a capacidade de caminhar, agachar, girar, levantar, defender-se e viver com autonomia. Um corpo que mantém sua mobilidade mantém também maior independência, melhor qualidade de vida e melhores condições para expressar saúde, equilíbrio e eficiência em qualquer idade.

No contexto do combate:
Quando dois combatentes possuem nível técnico semelhante, condicionamento físico equivalente, experiência comparável e boa capacidade tática, a flexibilidade pode tornar-se um fator decisivo.

Uma maior flexibilidade proporciona vantagens como:

Execução de chutes em diferentes alturas e ângulos sem comprometer o equilíbrio.

Maior mobilidade para esquivas, mudanças rápidas de direção e reposicionamentos.

Capacidade de aplicar técnicas em amplitudes que o adversário não consegue acompanhar.

Menor probabilidade de distensões durante movimentos explosivos.

Recuperação mais rápida da postura após ataques ou defesas.

Melhor adaptação a posições inesperadas durante o combate.


Da mesma forma que a força aumenta o impacto dos golpes, a velocidade reduz o tempo de reação e a resistência permite manter o desempenho ao longo do confronto, a flexibilidade amplia o repertório técnico disponível ao lutador. Em um combate equilibrado, essa capacidade pode criar uma abertura que o adversário não consegue explorar ou neutralizar.

No entanto, é importante compreender que flexibilidade isolada não vence combates. Ela precisa estar integrada à força, estabilidade, coordenação, equilíbrio, velocidade, timing, percepção de distância e estratégia. Um praticante extremamente flexível, mas sem estrutura corporal e potência, pode ter desempenho inferior a outro com flexibilidade moderada, porém melhor preparado nos demais atributos.

No contexto do Sistema Kung Fu Misto (KFM), a flexibilidade é entendida como uma qualidade funcional. O objetivo não é realizar movimentos acrobáticos, mas desenvolver a mobilidade necessária para que o corpo responda com eficiência às exigências reais do combate. Quando ocorre um empate técnico, a flexibilidade pode representar exatamente o diferencial que permite alcançar um alvo, evitar um golpe ou executar uma técnica com maior eficiência, tornando-se um atributo tão determinante quanto a força na definição do resultado.


Doenças espirituais são diferentes de doenças físicas ou doenças emocionais

Sintomas de doenças espirituais:
NERVOSISMO, DORES DE CABEÇA, INSÔNIA, MEDO, DOENÇAS, SUICÍDIO, VÍCIOS, são problemas que nem sempre têm uma causa física natural. Muitas vezes têm origem na VIDA ESPIRITUAL.
Assim como treinar o corpo exercitando sozinho em casa não leva a um desenvolvimento suficiente para enfrentar uma luta real. Ainda que tenha uma boa academia ou ginásio bem equipado, não substituem os colegas bem preparado s.
Com a vida espiritual não é diferente porque a fé precisa ser exercitada no ambiente adequado, a Igreja Cristã, onde tem um ALTAR.
"não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia." (Hebreus 10.25)
"O homem é semelhante a vaidade; os seus dias são como a sombra que passa." (Salmos 144.4)
Por mais que o ser humano busque crescer e desenvolver é tudo muito passageiro e essa fragilidade e brevidade da vida apelam para que o ser humano compreenda que depende de Deus. O que decidir nessa breve vida definirá sua eternidade.
"Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem." (I Timóteo 2.5)
O SENTIDO DA VIDA                                        Na Bíblia Sagrada em Romanos 5:19 tem um versículo claro e direto que resume a Bíblia Sagrada numa palavra que não deixa margem de dúvida para outra interpretação, e nisso concordam todas igrejas que pregam o evangelho autêntico e trabalham no ganho de almas para o reino de Deus. Não costuma-se falar diretamente uma verdade tão dura assim na Igreja, ponderamos na escolha das palavras porque nossa intenção é salvar e não assustar e entristecer as pessoas. A grande verdade é que nascemos amaldiçoados com nosso corpo sugeito a demônios e destinados ao inferno.  Conhecemos muitas pessoas gentis, boazinhas, que não fazem mal a ninguém e carregadas de espíritos malignos que no final da vida quando a alma descolar do corpo vai direto para o tormento eterno. Quando criança até a idade da inocência o diabo só toca no corpo mas não tem acesso a alma do inocente. Se morrer está salvo. Porém quando chega a maturidade, o momento de discernimento e escolhas é como se embarcarse numa condução com destino ao inferno. A única maneira de mudar este destino trágico é alcançar a justiça de Deus sacrificando em função da palavra. Porque a humanidade não alcançou a justiça de Deus de forma incondicional. Quem não crê, não aceita e não se submete as regras está de Deus está espiritualmente morto e vai para o inferno, independente de pensar doutro modo ou ter outra religião, porque o mundo é de Deus e as regras são dEle. 
"Os teus olhos verão os teus mestres." (Isaías 30.20) A hora que a alma descola do corpo aquele a quem serviu vem buscá-la. 
O Senhor Jesus Cristo é o único que pode nos salvar. A tradução da Bíblia não tem exageros  quando usa palavras "grande" ou "muito".         "Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos." (Romanos 5:19)              
  "Em verdade, em verdade vos digo: Quem houve Minha palavra é crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida." (João 5:24).            
  "Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a nossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece." (Tiago 4:14)     
Nossa vida é curta mesmo mas nossa alma é eterna e com destino decidido nessa curta vida carnal. Sem chance de concertar depois. "E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo,..." (Hebreus 9:28) Cada um tem livre arbítrio para escolher acreditar em religiões  e filosofia humana com linguagem agradável e persuasiva,  ou na Palavra de Deus, confirmada em poder na vida daqueles que a praticam. Em que palavra você confiará sua eternidade? A quem reclamará depois?
Como se não bastasse as religiões para afastar o homem de Deus ainda temos o falso cristianismo desviando a fé que salva e transforma para estudo teológico placebo. 
"Nem se deem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais  produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé, assim o faço agora." (I Timóteo 1.4),
"Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas, e nos debates acerca da lei, porque são coisas inúteis e vãs." (Tito 3.9)
Através de toda essa informação resumida, não tenho intenção de convencer ninguém de meus princípios, acredito simplesmente que essa VERDADE libertará, como ESTÁ ESCRITO. Assim sendo faço minha parte.

"Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado." (Tiago 4.17)

#克劳德米尔