segunda-feira, 9 de novembro de 2020

KFM96


Aula KFM 96

Meditação marcial:

Escutar o Corpo é um Ato de Sabedoria

Quando recorremos apenas a um medicamento para silenciar a dor, é como desligar o alarme de incêndio sem procurar a origem do fogo. Em muitas situações, o alívio é importante e necessário, mas eliminar o sinal não significa eliminar a causa.

No Sistema Kung Fu Misto (KFM), aprendemos que o corpo não é um adversário a ser combatido, mas um aliado fiel que constantemente nos orienta. Cada desconforto, tensão ou sintoma é uma linguagem do organismo, revelando que algo precisa ser observado, corrigido e harmonizado.

Na Medicina Tradicional Chinesa (MTC), os sintomas não são vistos apenas como um problema a ser eliminado, mas como manifestações de um desequilíbrio do Qi, do sangue, dos órgãos internos ou das emoções. O praticante consciente desenvolve a capacidade de escutar o próprio corpo antes que o desequilíbrio se transforme em doença.

Escutar o corpo significa perguntar:


• O que estou sentindo?• Quando esse sintoma aparece?• Que emoções o acompanham?• Quais hábitos podem estar alimentando esse desequilíbrio?• O que meu organismo necessita para recuperar sua harmonia?

Assim como nas artes marciais aprendemos a perceber os menores movimentos do adversário antes que o ataque aconteça, também devemos desenvolver sensibilidade para perceber os primeiros sinais emitidos pelo nosso próprio corpo. Quem aprende a ouvir esses sinais age preventivamente, preservando a saúde, a vitalidade e a longevidade.

Afirmação inspirada na MTC

"Eu escuto meu corpo com respeito e gratidão. Cada sintoma é um mestre silencioso que revela o caminho para o equilíbrio. Permito que o Qi flua livremente, restaurando a saúde, fortalecendo minha vitalidade e harmonizando corpo, mente e espírito."



Quem era Raabe? 
Ela era uma prostituta que vivia em Jericó, uma cidade cananeia. Ela se tornou adoradora de Deus. 

Na sociedade cananeia, a profissão de Raabe talvez fosse considerada aceitável. É verdade que a influência da cultura pode ser forte, mas não a ponto de eliminar a consciência, aquele senso interior do certo e do errado que Deus deu a todos nós. (Romanos 2:14, 15) 

Raabe pode ter percebido que seu estilo de vida era degradante. Talvez, como muitos hoje, ela se sentisse obrigada a levar esse tipo de vida por não ter alternativa para sustentar sua família.

Hoje em dia, há muitas pessoas como Raabe. Elas estão presas num estilo de vida que tira sua dignidade e alegria; acham que ninguém se importa com elas e se sentem sem valor. 

Jericó é o lar de Raabe; ela conhece suas ruas, suas casas e suas oficinas e lojas apinhadas de pessoas. 
Ela conhece ainda melhor o povo dessa cidade. 

Raabe sem dúvida ansiava uma vida melhor. 
A terra de Canaã estava cheia de violência e depravação, incluindo incesto e bestialidade. Levítico 18:3, 6, 21-24.

Esses pecados eram muito comuns naquele lugar por causa da religião. Os templos promoviam rituais que envolviam prostituição, e a adoração de deuses demoníacos como Baal e Moloque incluía queimar crianças vivas em fogueiras sacrificiais.

O que ela fez? 

Raabe escondeu dois israelitas que estavam espionando a terra em que ela morava. Ela fez isso porque tinha ouvido relatos de que o Deus de Israel, havia libertado o seu povo do Egito e, depois, de um ataque da tribo dos amorreus.

Raabe ajudou os dois espiões e implorou que eles salvassem a ela e sua família quando viessem destruir Jericó. 
Eles concordaram, mas com as seguintes condições: ela não podia contar para ninguém o que eles estavam fazendo, ela e sua família deviam ficar dentro da casa dela durante o ataque dos israelitas, e ela devia pendurar uma corda vermelha na janela para identificar sua casa. 

Deus,  também decretou que certos grupos no país seriam completamente eliminados. Deuteronômio 7:1, 2. 

Como o justo “Juiz de toda a terra”, Ele conhecia muito bem cada pessoa e sabia o quanto a maldade e a depravação estavam arraigadas em seus  corações. 
Gênesis 18:25; 1 Crônicas 28:9.  

Raabe não era assim. 
Com o passar dos anos, ela talvez tenha meditado nos relatos que ouviu sobre Israel e seu Deus."Como Ele era diferente dos deuses cananeus"!
Aí estava um Deus que lutava por seu povo em vez de tratá-lo cruelmente, que fazia seu povo ter uma moral elevada em vez de degradá-lo. 
O Deus de Israel dava muito valor às mulheres, e não as tratava como um mero objeto sexual que podia ser comprado, vendido e humilhado numa adoração repulsiva. 

Quando soube que Israel estava acampado do outro lado do Jordão, prestes a invadir, Raabe deve ter ficado preocupada sobre o que poderia acontecer com seu povo. 

Séculos antes, Deus, o ‘Deus que não pode mentir’, tinha dito que daria essa terra à família de Abraão. Tito 1:2; Gênesis 12:7.

Os espiões sem dúvida escolheram a casa de Raabe de propósito. De todos os lugares, a casa de uma prostituta seria o lugar perfeito para um desconhecido ficar sem levantar suspeitas. Além disso, os espiões talvez esperassem conseguir informações úteis de alguma conversa que por acaso ouvissem.
A Bíblia diz que Raabe ‘acolheu hospitaleiramente os mensageiros’. 
Tiago 2:25.  Mesmo que suspeitasse quem eles eram e por que estavam ali, ela os recebeu em sua casa e os deixou ficar. Ela talvez esperasse aprender mais sobre o Deus deles.
Pois ela já entendia que Deus era um Deus superior ao deus dela, essa era a oportunidade perfeita para ficar do lado do Deus verdadeiro.

Raabe mostrou que  tinha fé em Deus, ao dizer algo que deve interessar cada um de nós: “Deus, o vosso Deus, é Deus nos céus em cima e na terra embaixo.” Josué 2:11.
Essa fé se baseava nos relatos que ela tinha ouvido sobre Deus. Esses relatos tinham lhe ensinado pelo menos uma coisa: o Deus de Israel era digno de sua confiança.

Raabe colocou sua vida em perigo ao esconder os dois servos de Deus entre hastes de linho.
A tática funcionou. Os homens do rei correram em direção ao Jordão. Josué 2:7
Raabe deve ter dado um discreto suspiro de alívio. Usando essa estratégia simples, ela despistou assassinos que não tinham o direito de saber a verdade e salvou a vida dos servos de DEUS.
Para Raabe, não havia dúvida de que Deus daria a vitória a Seu povo. Então ela suplicou por misericórdia, implorando que ela e sua família fossem poupadas. 

Os israelitas também ficaram impressionados com a fé de Raabe. Quando eles viram aquela única casa de pé em meio às ruínas, souberam que Deue estava com essa mulher. 
Ela e sua família foram poupadas da execução que sobreveio àquela cidade perversa. 

Deus notou Raabe e deu valor ao que havia de bom nela.

Raabe obedeceu a todas as instruções, e ela e sua família sobreviveram quando os israelitas destruíram Jericó.
Depois da batalha, permitiu-se a Raabe morar perto do acampamento de Israel. 
Com o tempo, ela mesma se tornou parte do povo judeu. 
Ela se casou com um homem chamado Salmom. O filho deles, Boaz, se tornou um homem de impressionante fé. Ele se casou com a moabita Rute. 
Rute 4:13, 22.

O Rei Davi, e mais tarde o próprio Messias, Jesus Cristo, descenderam dessa notável família. 
Josué 6:22-25; Mateus 1:5, 6, 16.

O que podemos aprender com Raabe? 

Podemos aprender de Raabe uma verdade essencial sobre a fé. Como a Bíblia diz, “a fé segue à coisa ouvida”. Romanos 10:17.
Ela ouviu relatos confiáveis sobre o poder e a justiça de  Deus. Por isso, exerceu fé e confiou nEle . 

Hoje, temos à nossa disposição muito mais conhecimento sobre Deus do que ela tinha... Será que buscamos conhecê-lo e exercemos fé nEle  com base no que aprendemos em sua Palavra, a Bíblia?

A Bíblia fala de Raabe como um grande exemplo de fé. 
Hebreus 11:30, 31; Tiago 2:25.
A história dela mostra que Deus é perdoador e imparcial; Ele abençoa todos os que confiam nEle , não importa a sua origem ou o que tenham feito no passado.

"Raabe foi ‘declarada justa pelas obras’”.

Do ponto de vista de Deus, Ele a vê como uma mulher de notável fé. 

O caso de Raabe é um lembrete consolador de que nenhum de nós é invisível para Deus. Não importa o quanto nos sintamos insignificantes, ‘Ele não está longe de cada um de nós’. Atos 17:27.
Ele está pronto e ansioso para dar esperança a todos os que exercem fé nele. 

A história de Raabe mostra que nenhum de nós é insignificante para Deus. Ele se importa com todos nós, vê o que há em nosso coração e fica feliz quando encontra nem que seja apenas um pequeno sinal de fé como o que encontrou no coração de Raabe. 
Sua fé fez com que ela agisse. Como a Bíblia diz, ela foi “declarada justa pelas obras”. Tiago 2:25.

Que sejamos sábios e imitemos sua fé!

sábado, 7 de novembro de 2020

Aula KFM 89

Aula KFM 89

Meditação marcial:


Ferramenta ou Arma?
O que um juiz realmente analisa em um caso de legítima defesa
Quando um processo criminal chega ao Judiciário, a primeira pergunta não é:
"Qual arma foi utilizada?"
A primeira pergunta é:
"O que aconteceu?"
Essa diferença é fundamental.
O Direito Penal brasileiro não julga uma faca, uma tesoura ou uma chave de fenda. Julga a conduta humana diante de uma situação concreta.
O objeto não define o crime
Um mesmo objeto pode assumir naturezas completamente diferentes conforme o contexto.
Uma chave de fenda pode estar sendo utilizada para instalar um quadro elétrico.
Uma tesoura pode estar sendo nas mãos de uma costureira confeccionando uma roupa.
Uma faca pode estar sendo usada para preparar alimentos.
Esses objetos somente passam a ter relevância penal quando empregados durante um fato criminoso ou em uma situação de legítima defesa.
A pergunta central do juiz
O magistrado procura responder:
Existia uma agressão injusta?
O perigo era atual ou iminente?
A reação era realmente necessária?
A força empregada cessou quando o perigo terminou?
Essas respostas têm muito mais peso do que o nome ou o formato do objeto utilizado.
Três exemplos
Caso 1 – A eletricista
Uma eletricista é atacada durante o trabalho.
Ela utiliza uma chave de fenda que estava em sua caixa de ferramentas para interromper a agressão.
A análise judicial não será sobre a chave de fenda.
Será sobre a necessidade daquela reação.
Caso 2 – A costureira
Durante uma tentativa de violência dentro de seu ateliê, uma costureira utiliza a tesoura que estava usando no serviço.
O objeto é apenas parte da narrativa.
O foco permanece na dinâmica da agressão.
Caso 3 – A mulher que portava uma faca
Uma mulher que transportava legalmente uma faca é surpreendida por uma agressão grave.
Se a investigação demonstrar que havia risco concreto à sua vida e que sua reação foi indispensável para interromper a agressão, o julgamento continuará concentrado nos requisitos da legítima defesa.
O simples fato de a faca ser um instrumento de combate não elimina, por si só, essa possibilidade.
O que realmente pesa no julgamento
O juiz procura reconstruir os acontecimentos.
Entre os elementos analisados estão:
laudos periciais;
exames médicos;
vestígios da luta;
imagens de câmeras;
testemunhas;
local das lesões;
comportamento das pessoas envolvidas antes, durante e depois dos fatos.
Esses elementos costumam ter muito mais importância do que o objeto empregado.
A diferença entre reação e excesso
A legítima defesa existe para fazer cessar uma agressão.
Quando o perigo termina, a justificativa jurídica também tende a cessar.
Por isso, o magistrado analisa cuidadosamente se houve continuidade da violência após a neutralização da ameaça, situação que pode caracterizar excesso.
A principal lição
No Direito Penal brasileiro, não é a ferramenta que define a responsabilidade criminal, mas a necessidade, a proporcionalidade e as circunstâncias da reação.
Uma chave de fenda, uma tesoura, uma faca ou qualquer outro objeto não tornam alguém culpado ou inocente por si mesmos.
O que determina a decisão judicial é a reconstrução objetiva dos fatos e a demonstração de que a reação foi — ou não — indispensável para interromper uma agressão injusta, atual ou iminente.
Esse é o princípio que orienta a análise da legítima defesa perante a Justiça.

Importância das questões jurídicas para o artista marcial
Quando abordo questões jurídicas, falo também a partir da experiência adquirida ao longo de mais de 30 anos de serviço público. Durante essa trajetória, enfrentei situações em que, por excesso ou por decisões tomadas sob intensa pressão, precisei prestar esclarecimentos perante um juiz e, em determinadas ocasiões, contar com a atuação de advogados para exercer plenamente meu direito de defesa.

Essas experiências reforçaram em mim a importância de compreender os limites da lei, agir com responsabilidade e reconhecer que toda ação pode gerar consequências jurídicas. Por isso, procuro tratar esses temas com prudência, sempre destacando a relevância da legalidade, da proporcionalidade e da responsabilidade nas decisões.

POR QUE JESUS DOBROU O LENÇO? 
O LENÇO DOBRADO (João 20,7)
Por que Jesus dobrou o lenço que cobria sua cabeça no sepulcro depois de sua ressurreição?
Poucas pessoas nunca haviam detido a atenção a esse detalhe.
Em João 20,7 nos diz que o lenço que fora colocado sobre a face de Jesus, não foi apenas deixado de lado, como os lençóis no túmulo.
A Bíblia reserva um versículo inteiro para nos dizer que o lenço foi dobrado cuidadosamente e colocado na cabeceira do túmulo de pedra.
“Bem cedo, na manhã de domingo, Maria Madalena foi à tumba e descobriu que a pedra da entrada havia sido removida.
Ela correu ao encontro de Simão Pedro e outro discípulo... aquele que Jesus tanto amara [João]
e disse-lhe ela: - ‘Tiraram o corpo do Senhor e eu não sei para onde o levaram.’
Pedro e o outro discípulo correram ao túmulo para ver...
O outro discípulo passou à frente de Pedro e lá chegou primeiro.
Ele parou e observou os lençóis, mas ele não entrou no túmulo.
Simão Pedro chegou e entrou. Ele também notou os lençóis ali deixados, enquanto que o lenço que cobrira a face de Jesus estava dobrado, e colocado em outro lado.”
Isto é importante? Definitivamente sim!
Isto é significante? Certamente que sim!
Para poder entender a significância do
lenço dobrado se faz necessário que entendamos um pouco a respeito da
 tradição Hebraica daquela época.
O lenço dobrado tem haver com o "senhor e o servo"; e todo menino Judeu conhecia essa tradição.
Quando o servo colocava a mesa de jantar, ele buscava ter certeza em fazê-lo exatamente da maneira que seu senhor queria. A mesa era colocada perfeitamente, e o servo esperava, fora da visão dele, até que o mesmo terminasse a refeição.
O servo não podia se atrever nunca, a tocar na mesa antes que o seu senhor tivesse terminado a sua refeição.
Diz a tradição que: ao terminar a refeição, o senhor se levantava, limpava os dedos, a boca e sua barba, e embolava o lenço e o jogava sobre a mesa.
Naquele tempo o lenço embolado queria dizer:
"Eu terminei."
No entanto, se o senhor se levantasse e deixasse o lenço DOBRADO ao lado do prato, o servo jamais ousaria tocar na mesa porque, o lenço dobrado queria dizer:
"Eu voltarei!"

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

KFM103

Aula KFM 103


Superar o mestre

Há uma pergunta que muitos praticantes fazem em silêncio, quase com um sentimento de culpa:

"E se um dia eu souber mais do que o meu professor?"

Para alguns, a ideia de superar o mestre parece uma forma de traição, de ingratidão ou até uma ruptura do vínculo sagrado que une mestre e discípulo.

A tradição chinesa, porém, não enxerga essa questão dessa maneira. Tampouco a trata como uma competição.

Nas artes marciais chinesas, a relação entre mestre e aluno pode ser comparada ao arco e à flecha. O mestre é o arco: oferece estrutura, direção e impulso. O aluno é a flecha: recebe essa força inicial e segue adiante, percorrendo um caminho que pertence à sua própria jornada.

O arco não compete com a flecha. A flecha não abandona o arco. Ambos cumprem papéis diferentes e igualmente indispensáveis. A missão do mestre nunca foi manter o aluno dependente, mas prepará-lo para caminhar com autonomia.

A tradição clássica expressa esse princípio no antigo provérbio chinês:

"Qing chu yu lan, er sheng yu lan" (青出于蓝,而胜于蓝)

"O azul é extraído do índigo, mas torna-se ainda mais intenso que o próprio índigo."

A mensagem é profunda: o discípulo que ultrapassa o mestre não diminui seu valor. Pelo contrário, demonstra que o ensinamento recebido foi sólido o suficiente para produzir uma nova geração ainda mais preparada.

A própria história das artes marciais oferece exemplos disso. No Tai Chi Chuan, Yang Luchan recebeu a essência da família Chen e, ao transmiti-la, desenvolveu uma nova expressão da arte. Não foi considerado um traidor, mas um herdeiro digno, cuja contribuição ampliou o alcance do legado recebido.

No Wing Chun, Yip Man viu Bruce Lee alcançar projeção mundial. Embora Bruce tenha seguido seu próprio caminho, o sucesso do discípulo levou o nome de seu mestre aos quatro cantos do mundo, perpetuando sua influência muito além das fronteiras de Hong Kong.

O verdadeiro conflito nunca está em superar o mestre, mas na atitude com que isso acontece. O problema não é o aluno adquirir mais conhecimento, maior habilidade ou novas experiências. O problema surge quando esse crescimento vem acompanhado de arrogância, desprezo ou ingratidão.

A tradição é clara: sem mestre, não há discípulo. Todo conhecimento construído pelo aluno repousa sobre os fundamentos que alguém lhe transmitiu. Cada conquista carrega, silenciosamente, a marca daqueles que abriram o caminho antes dele.

Quando um discípulo supera seu mestre e continua honrando suas origens, ninguém perde. O mestre ganha a confirmação de que sua missão foi cumprida. Ganha um herdeiro capaz de preservar, enriquecer e levar adiante um legado que não termina em uma única geração.

No Sistema Kung Fu Misto (KFM), esse princípio possui um significado ainda mais profundo. Não treinamos para criar imitadores, mas continuadores. O verdadeiro instrutor não forma alunos para dependerem dele; forma pessoas capazes de pensar, pesquisar, evoluir e, um dia, ensinar outros com a mesma responsabilidade. Assim, a tradição permanece viva: não como uma peça de museu, mas como uma árvore cujas raízes permanecem firmes enquanto seus galhos continuam crescendo.

Superar o mestre jamais deve ser um objetivo movido pelo ego. É, quando acontece naturalmente, a consequência de uma transmissão bem-sucedida.

Se um dia você souber mais do que o seu mestre, lembre-se: você não chegou até ali sozinho. Cada passo foi possível porque alguém lhe ofereceu direção, disciplina e exemplo.

Nesse momento, a maior demonstração de respeito não será olhar para trás com orgulho, mas seguir adiante carregando consigo a honra de quem lhe ensinou a caminhar.





Aulas abertas e gratuitas, fazem parte do projeto Una&Ação, criado para proporcionar, através da prática de exercícios físicos, mais qualidade de vida para todos e todas que frequentam o bairro planejado.⁣
⁣O conteúdo da prática técnica de Tai Chi Chuan e Chi Kung (Qi Gong) no Parque Una inclui variados exercícios de respiração, forma de Pequim de 8 posturas simplificada (1 倒卷肱 Dao Juan Gong,2 搂膝拗步 Lou Xi Ao Bu, 3 野马分鬃 Ye Ma Fen Zong, 4 云手 Yun Shou, 5 金鸡独立 Jin Ji Du Li, 6 蹬腿 Deng Tui, 7 揽雀尾 Lan Quen Wei, 8 十字手 Shi Zi Shou) e forma Lao Jia Yi Lu de 18 posturas simplificada. Para o condicionamento físico e prevenção de doenças estão 7 séries, sendo a primeira os 8 Exercícios do Ba Duan Jing e as outras 6 séries os 36 Exercícios do Lian Gong Shi Ba Fa, totalizando 44 Exercícios que podem ser praticados por pessoa de qualquer idade, ao vivo pela página do Facebook do Parque Una ou acessando posterior a página onde a prática fica gravada. https://www.facebook.com/parqueunapelotas/
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