domingo, 20 de outubro de 2019

KFM93

Aula KFM 93


O giro da cintura: o elo entre a raiz e a potência no Sistema Kung Fu Misto (KFM)

No Sistema Kung Fu Misto (KFM), ensinamos que a força não pertence aos braços. Ela pertence ao corpo inteiro.

Os textos clássicos do Tai Chi Chuan expressam esse princípio de forma magistral:

"A raiz está nos pés, a força nasce nas pernas, é comandada pela cintura e se manifesta nas mãos e nos dedos."

Essa frase resume um dos princípios mais importantes da biomecânica marcial.

Os braços são apenas o ponto final da transmissão da força. O verdadeiro motor do movimento encontra-se no centro do corpo, na região conhecida como Yao (腰).

No KFM, compreendemos o Yao como o eixo que integra a base, o tronco e os membros superiores em uma única estrutura. Quando a cintura trabalha de forma harmoniosa, desaparecem os movimentos isolados e surge o movimento unificado.

Yao e Kua: estruturas diferentes, funções complementares

Um erro comum é confundir Yao com Kua.

O Yao corresponde ao conjunto funcional da cintura e do tronco, responsável por comandar a rotação corporal.

O Kua refere-se ao complexo dos quadris, que conecta a pelve às pernas, permitindo absorver, armazenar e transferir força.

No KFM, ambos trabalham em perfeita sintonia.

O Kua cria mobilidade, estabilidade e enraizamento.

O Yao organiza, coordena e distribui essa força para todo o corpo.

Quando um deles perde mobilidade, toda a eficiência da técnica diminui.

O mesmo princípio no Wing Chun

Embora o Wing Chun seja conhecido pela economia de movimentos e pela atuação em curta distância, seus praticantes mais experientes sabem que um soco eficiente nunca nasce apenas do braço.

Mesmo quando o giro da cintura é discreto, ele existe.

A potência do soco, da Pak Sao, da Tok Sao, da Lap Sao e das demais técnicas depende da conexão entre os pés, as pernas, os quadris, a cintura e as mãos.

O observador inexperiente enxerga apenas os braços.

O praticante experiente percebe que todo o corpo está trabalhando como uma única unidade.

O corpo deve mover-se como um só

No Sistema Kung Fu Misto, evitamos movimentos fragmentados.

Quando a cintura inicia a ação, os músculos do core, das costas, dos glúteos e das pernas participam naturalmente da técnica.

Isso proporciona:

  • maior potência com menor esforço;
  • melhor equilíbrio estrutural;
  • velocidade sem tensão muscular excessiva;
  • economia de energia;
  • estabilidade durante impactos;
  • maior capacidade de absorver e redirecionar forças.

Esse é um dos pilares do KFM: não gerar força com músculos isolados, mas transmitir a força produzida por toda a estrutura corporal.

O maior erro

O praticante iniciante acredita que precisa fortalecer os braços para golpear melhor.

O praticante experiente compreende que as mãos apenas transmitem a potência.

Quem produz essa potência é a integração entre os pés, as pernas, o Kua, o Yao, o tronco e a intenção mental.

Por isso, no KFM treinamos lentamente no início.

A lentidão permite eliminar tensões desnecessárias, desenvolver consciência corporal e construir uma mecânica eficiente. Somente depois dessa base sólida a velocidade surge naturalmente, sem perda da estrutura.

Quando a cintura conduz o movimento, todo o corpo trabalha em harmonia. Quando ela permanece bloqueada, cada segmento luta sozinho, desperdiçando força, energia e eficiência.

No Sistema Kung Fu Misto, a potência não é resultado da força dos braços, mas da perfeita união entre raiz, estrutura, cintura e intenção. É essa integração que transforma movimento em verdadeira eficiência marcial.







Kung Fu em Pelotas
Tai Chi Chuan, Wing Chun, Jeet Kune Do e Kali.
- Academia Studio Malhação, Av.Duque de Caxias, 762
- Escola Infantil Bolinha de Sabão, Octávio Peixoto 71
- Escola Kung Fu Misto, rua Montenegro, 761
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Claudemir Rodrigues Vergara, treinador e responsável pela Escola Kung Fu Misto 克劳德米尔
混合功夫: 武术, 太极拳, 咏春, 截拳道, 老架一路

domingo, 6 de janeiro de 2019

Lutas Reais


Relembrando Algumas Lutas Reais


Derrotado pelo próprio Ódio
O primeiro desafio que tive foi derrotado. Embora na época minha técnica tinha repertório limitado e era superior ao meu adversário em força, velocidade e até mesmo técnica. Contudo, eu estava com muita raiva e os reflexos treinados não funcionavam apropriadamente. Por causa do ódio eu só pensava em atacar, matar meu oponente e não me defendia. Os golpes de meu adversário, não surtiam efeito físico algum, pois eu estava muito bem preparado fisicamente. A luta foi parada, eu só levava golpes e atacava travado, fora de tempo. Essa derrota ensinou-me grande lição: o combate deve fluir sem emoções descontroladas. Hoje vejo a luta como uma dança, onde tudo flui e eu não derroto o adversário, ele é que se derrota quando erra.

Vencendo sem Lutar
Trabalhando como leão de chácara, na ocasião tive que tirar para fora um sujeito, logo em seguida armou-se mais um cenário daqueles que acaba em ambulância, hospital e delegacia. Mas desta vez tudo acabou bem por um detalhe, o outro segurança que estava comigo era colega de treino e chegou junto na hora certa, e neste dia também havia outros colegas de treino, estavam de folga no clube, mas no momento da confusão também ofereceram auxílio. Tornaram-se mais os que estavam do meu lado do que os desordeiros, não houve luta e a situação voltou ao controle por superioridade numérica

O Homem Sem Dor
Na zona norte da capital, um policial militar estava tentando resolver uma confusão dentro de um ônibus coletivo, ele pediu meu auxílio, pois a minha farda de bombeiro da época, era igual a dos policiais. Entrei dentro do coletivo e fui logo atacando o chefe da turma. Fui muito rápido e agressivo, desferindo chutes diretos no genital e socos no rosto do homem, seus companheiros não reagiram não sei o porquê. voava sangue por todo lado. Cheguei a arrancar a mandíbula dele. Ainda assim o homem surpreendentemente continuava de pé. Ele era forte e parecia não sentir dor alguma, mesmo nos pontos mais sensíveis. Só consegui retira-lo do coletivo após aplicar uma submissão com torção de braço. Acabei mais uma vez dando explicação paro o juiz. Mas isso me ensinou a importância de saber lutar de todas as formas. 

A Mídia a meu Favor
Impedi um assalto no centro da capital, persegui o meliante um quarteirão e entramos em luta corporal. Quebrei suas articulações, costelas e furei a gargante do homem com o polegar. Tudo em frente a inúmeras testemunhas, as coisas ficaram bem complicadas pois eu já estava por um fio na justiça, quase para ser expulso da polícia militar. Mas a mulher que eu salvei do assaltante era esposa do dono de uma rádio da cidade, e eu acabei virando herói. A rádio enviou um ofício de relato e agradecimento a policia militar. O que seria mais uma punição em minha ficha, acabou virando um Elogio constando até hoje em meus assentamentos funcionais.


Minha melhor Luta
O Cenário deste desafio era um ringue de arame farpado. Meu desafiante tinha grandes habilidades acrobáticas. Talvez ele perdeu a luta por isso, investia o tempo de seu treino em técnicas de difícil aplicação. Eu contudo, já com meu Wing Chun e Técnicas de Graplling afiadas, derrotei o melhor do local com concentração, confiança. Ele queria me matar, mas eu levava a luta como se fosse uma dança, de forma concentrada. Entendo que ganhar, não é ganhar do adversário, mas conduzir o combate até que um dos dois cometa erro e perca. 

Maiores informações pelo WhatsApp: 53 999992723 ou E-mail: kungfumisto@gmail.com
克劳德米尔
混合功夫: 武术, 太极拳, 咏春